Rinha (La Riña, The Pit)

Rinha

Este foi meu segundo longa de ficção como Diretor de Fotografia. Por se tratar de um filme sobre lutas clandestinas realizadas dentro de uma piscina vazia. optei por uma fotografia sombria. Tinhamos apenas 20 diárias para realizar o filme que foi feito com o dinheiro do diretor e da produtora, sendo assim meu dinheiro também (na época eu era sócio da Gatacine). Como tinhamos pouco tempo e um roteiro complexo, optamos por gravar com 3 câmeras HVX 200, e o truque para manter a fotografia aceitável foi colocar 2 câmeras no mesmo eixo, uma fazendo o plano geral e a outra fechada no protagonista e a terceira câmera fazendo o contra-plano mas ainda num ângulo que não perdesse totalmente o desenho da luz. Procurei juto com a direção de arte ter sempre uma fonte de luz justificando minha luz. Montei o set de uma maneira que eu pudesse dar o maior espaço possível para os atores, uma vez que o forte do Marcelo Galvão é a Direção de Ator, procurei garantir que os atores não sofressem por minha causa.
Outra particularidade da escolha do equipamento foram as lutas. Como elas aconteceram de verdade precisava de um equipamento que fosse leve e fácil de manusear, isso reforçou a escolha da HVX200. O longa foi todo feito a 2.8T de diafragma que é a abertura máxima da camera com o zoom todo fechado. Eu preferia ter feito tudo a 1.7T mas tive problemas antes com movimento de zoom pois perdia luz quando fechava a lente.
Quanto a Luz usei muito pouca coisa: para lua usei duas kinos de 10 lampadas num tripé alto e uma kino de 4 lampadas para reforçar. e as internas usei basicamente dois kits dedo light e fresneis Arri de 300w. Na piscina onde fizemos as lutas, coloquei dois panelões de 2k, e um canhão para as apresentações do Garcia. Ao todo eu Levei 2 kino de 10 lampadas, 2 kino de 4 lampadas, 6 fresneis de 650, 6 fresneis de 300, 2 kits dedo light de 150w, fresneis 2k, dois light pannels para os carros, e un 6 ink para a fachada da casa.
Devido a pouca quantidade de luz eu tinha que ficar montando e desmontando os sets. Se eu fosse fazer de novo teria levado mais uns 2 kits dedo light que são leves e fáceis de esconder.
“Pressetamos” as câmeras em 720 24PN no cinelike D, no final descobri que no caso desse filme que finha muitas zonas escuras, teria sido melhor usar o cinelike V pois apesar de eu ter gostado muito do resultado, veio muito grão na pós e não me permitiu muita manobra.
Acorreção de cor foi feita no Scratch pela O2 com o Foca como Colorista. E a Arte dos letreiros e abertura feitos por mim.

Direção: Marcelo Galvão
Produtora: Gatacine
Direção de Fotografia: Rodrigo Tavares
Gaffer: Alexandre Henrique (Alê)
Assistentes de Câmera: Eduardo Makino, Eraldo Menezes, Paulinho Pinga, Adriano Camolev, Otávio Fonseca
Prênios e Festivais:
Festival do Rio - Premier Brazil
Mostra Internacional de São Paulo
Mexico International Film Festival - Bronze Palm
New York Latino Film Festival
Indie 2008
Strasbourg International Film Festival
Imdb: http://www.imdb.com/title/tt1213924/

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